Se tivesse vivido nos tempos da Internet, do CD, do DVD, da TV a cabo e outras modernidades, tio Walter seria chamado de “homem multimídia”. Como não viveu tanto, o marido da tia Dulce e pai dos meus primos Celso, Vera e Denise, ficou conhecido, mesmo, foi como algo parecido com “homem dos mil instrumentos”. Tio Walter era irmão da minha saudosa mãe, Dona Wanda, da minha querida tia Terezinha e do meu tio João José, que hoje vive em Santos, no Litoral paulista. Funcionário do Hospital das Clinicas por mais de 30 anos, tio Walter ficou conhecido no trabalho dele como um profissional dedicado. Mais que isso, ele era criativo e habilidoso. No HC, fazia próteses para braços e pernas antes que elas começassem a ser produzidas em escala industrial no Brasil. No Sacomã, onde morávamos, tio Walter era “o rei da latinha”. Ele transformava todo tipo de latinha em utilidade doméstica. Latinhas e latões, também. Latinhas de massa de tomate, de ervilha, de mil...
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