Livre dos plantões de fim de semana na Rádio Brasil, comecei a viajar com o meu pai e o time do Guarani Futebol Clube de Adamantina. O nosso time disputava a terceira divisão do futebol profissional do Estado. Boa parte da delegação viajava numa Kombi do meu pai e lá ia eu. Numa tarde de domingo, em Fernandópolis, a equipe da Rádio Brasil precisou de reforço e eu não tive dúvida: empunhei o microfone novamente e comentei o jogo. Quase apanhei da torcida local, mas disse tudo o que julguei ter de dizer. Na segunda-feira, a convite da equipe, eu fui ao estúdio fazer novos comentários sobre o jogo e o desempenho dos jogadores do Guarani. No corredor, rumo à mesma escadaria que me levaria a Alameda Armando de Salles Oliveira, encontrei, não por acaso, com o diretor que me demitira no mês anterior. Fiquei branco, suei frio, disse um “boa tarde” com dificuldade e ele sorriu. “Muito bem, meu jovem. Muito bem”, ele disse. Eu respirei aliviado, mas nada fa...
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