De Campinas para São Paulo, sempre pelo Estadão


Antes de vir de vez para São Paulo, passei dois meses na Capital por conta de férias de repórteres da editoria de Esportes do Estadão.

O chefe da sucursal de Campinas, Mário L. Erbolato, ficou furioso ao saber que eu estaria fora por dois meses, mas não teve alternativa.

Erbolato era um dos homens mais cultos de Campinas nos anos 1970.

Jornalista e advogado, era diretor geral da Câmara de Vereadores.

Mais que isto: era uma pessoa de fino trato.

Escreveu livros e mais livros de Jornalismo e lecionou por anos na Pucamp, a Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

O filho dele, o também advogado Antônio Carlos Erbolato, era o nosso fotógrafo e não raro fazia as vezes de motorista.

Toninho bem que tentou, mas não conseguiu me convencer a frequentar as ‘primas’ de Campinas.

Tudo porque eu estava de casamento marcado para setembro de 1971 e tinha a determinação de me manter fiel à noivinha virgem que me esperava em Marília.

Fiz todo tipo de reportagem esportiva nos dois meses em que cobri férias em São Paulo, menos acompanhar os times grandes e os esportes nobres.

O SPFC era de Paulo de Aquino; o Corinthians, de Milton Oliveira; o Palmeiras, de Reginaldo Leme, meu Amigo ‘Alfacinha’.

Os esportes nobres (basquete, boxe e tênis) também tinham um titular: o saudoso Ney Craveiros, um dos veteranos que mais teve paciência comigo.

Pra mim sobraram o Juventus na Rua Javari, a Portuguesa de Desportos (que treinava no longínquo Rio Pequeno e jogava no Canindé, vulgo ‘Tamancão’), o Nacional na Rua Comendador Souza e esportes como hóquei sobre patins, por exemplo.

Felizmente, ninguém quis acompanhar a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1971, que revelou craques como Falcão, o futuro ‘Rei de Roma’, depois foi técnico da Seleção Brasileira e comentarista da Rede Globo de Televisão, hoje treinador na Bahia.

Sobrou pra mim.

Também sobrou para mim, felizmente, cobrir a apresentação do atacante Leivinha no Palmeiras, simplesmente porque ele era da Portuguesa de Desportos, um dos clubes que eu cobria.

Como eu aprendi naqueles dois meses de 1971, fevereiro e março, em que trabalhei em São Paulo.

Cláudio Amaral

19/11/2006 15:42:02 e 10/4/2012 09:22:31

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