O futebol e o Jornalismo
Gostando de futebol como eu sempre gostei era inevitável unir esse esporte e o Jornalismo.
Foi por conta disso que atuei como comentarista nas rádios Brasil de Adamantina, Verinha e Clube de Marília.
Nos tempos de Brasil de Adamantina, lá pelos idos de 1968, eu conheci aquele que viria a ser um dos maiores narradores de futebol do Brasil: Osmar Aparecido dos Santos.
Nos encontrávamos sempre que o Guarani de Adamantina tinha jogo com o time de Osvaldo Cruz, onde Osmar Santos nasceu.
Nos reencontramos em Marília, em 1969, quando ele já havia sido levado para a Verinha pelo saudoso Marcelino Medeiros, ex-Rádio Bandeirantes de São Paulo.
A Verinha tinha dois narradores: Osmar Santos e Osvaldo Maciel, nascido e formado em Tupã. E dois comentaristas: Waldir Silveira Mello e eu.
Osmar e Waldir acompanhavam os jogos do São Bento. Maciel e eu, as partidas do Garça.
Quando São Bento e Garça se enfrentavam, as duas duplas disputavam o mesmo microfone.
Em Campinas, em fins de 1970 e princípios de 1971, acompanhei o dia-a-dia de dois dos melhores times do futebol profissional paulista da época: a Ponte Preta (com a qual me simpatizei por ter as mesmas cores do Corinthians) e o Guarani (verde e branco como o rival Palmeiras).
Seis meses depois que fui transferido pelo Estadão de Marília para Campinas, cheguei a São Paulo.
Vim ocupar uma vaga na equipe de Esportes do então maior jornal do País e durante dois anos tive o privilégio de acompanhar times tradicionais, mas nem sempre grandes, como o Juventus da Rua Javari, a Portuguesa de Desportos, o Santos FC, o Palmeiras e o SPFC.
O Palmeiras foi o time que mais acompanhei. A começar da transferência de Leivinha, o João Leiva Filho, que se destacara na Portuguesa.
O treinador, na época, era Oswaldo Brandão e sob o comando dele eu conheci Leão, Luiz Pereira, Dudu, Ademir Daguia, César (o maluco), Hector Silva, etc.
Brandão era muito engraçado e, quando via os jogadores me encurralando por conta de um título inadequado, ele saia em minha defesa, dizendo:
- A culpa não é dele. A culpa é do cospe-e-desce.
O único time grande que eu não acompanhei na minha época de repórter esportivo foi o meu Corinthians.
Era regra geral no Estadão evitar que os repórteres cobrissem os times para os quais torciam.
As exceções eram os cardeais: Paulo de Aquino no SPFC e Milton José de Oliveira no Corinthians.
Tão logo troquei a equipe de Esportes pela reportagem geral, fiquei anos sem ir aos estádios de futebol.
Só voltei por insistência de Carlos Conde, meu compadre, jornalista e ex-repórter esportivo, como eu.
Fomos ao Pacaembu, numa tarde de domingo, ver Corinthians 3 X Santos FC 3.
Como era lindo e vibrante o futebol na década de 1970 e como foi bom ser repórter esportivo em Adamantina, Marília, Campinas e São Paulo. Mesmo não tendo podido escrever a respeito do Timão.
Cláudio Amaral
20/6/2008 17:36:09 e 13/1/2012 00:35:50
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